Soluções para economia e melhoria do conforto térmico

segunda-feira, 21 de novembro de 2011 - por admin

O desafio da equipe da LFB Engenharia, responsável pelo projeto de climatização no Residência Sustentável, era o de garantir o conforto térmico projetando o ar condicionado dentro do apartamento de forma a também minimizar os gastos com energia. O projeto adequou-se às limitações do empreendimento/arquitetura, visto tratar-se de imóvel existente com 8 ambientes climatizados e apenas 3 unidades externas.

Para Luiz Fernando Bueno, da LFB, o imóvel possui características críticas, como grande incidência de luz solar e também limitantes, por se tratar de uma reforma de um apartamento, não permitindo mudanças estruturais. “A integração da equipe de projetistas proporcionou a busca por soluções de baixo consumo e também por modelo que permite acionamento individualizado com flexibilidade operacional para evitar desperdício”, afirma.

O sistema proposto será do tipo expansão direta, dotado de condicionadores de ar tipo “Multisplit System” quente e frio, com unidades evaporadoras hi-wall para instalação aparente e unidades condensadoras centralizadas com compressor do tipo 100% “inverter”, para permitir redução no consumo de energia (em torno de 30%, comparado aos modelos convencionais).

O modelo escolhido, desenvolvido para residências ou pequenos estabelecimentos comerciais, permite flexibilidade de espaços para instalação e também temperatura mais estáveis, baixo nível de ruído interno a partir de 21dB(A), confiabilidade, durabilidade e velocidade de instlação. A Mitsubishi Electric é a fabricante do Modelo MXZ com alta eficiência energética. O fluído refrigerante utilizado será o R410A, que não possui gases que afetam a camada de ozônio.

Além do ar condicionado, o apartamento contará com dispositivos e produtos para melhorar a circulação do ar e também reduzir a carga térmica, como películas para vidros (3M Window Films);  persianas e tela solar de alta tecnologia que permite iluminação natural e a criação de ambientes com conforto térmico e visual.

Para Luiz Fernando, outro desafio deste projeto é o de mostrar a importância do projeto de climatização também para projetos residenciais.  Com um investimento de 2 a 5% do valor total do investimento, pode-se contar com um serviço especializado que irá definir a eficiência energética, de acordo com as características do imóvel e dos usuários. “O que acontece, muitas vezes, é que ao comprar o aparelho de ar condicionado, o consumidor baseia-se em previsão de consumo, inviabilizando o projeto ou ocasionando na prática um consumo maior”, explica.

 

Contatos:

Projeto de Climatização

LFB Engenharia e Projetos

E-mail: luizfernando@lfbengenharia.com.br

Tel.: (11) 2532-1482 e (11) 8991-6555

 

Ar Condicionado

Mitsubshi Electric

E-mail: cristina.mitsubishi@uol.com.br

Tel.:  (11)  2577-4405 e (11) 9905-6292

 

Película Adesiva para Vidros

3M

Tel: (19) 3838-6702

 

Persianas

Uniflex

Tel: (11) 3758-5544

 

 

 

 

 

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Como escolher produtos mais sustentáveis?

quarta-feira, 16 de novembro de 2011 - por admin

O consumidor ainda encontra dificuldades na identificação de produtos sustentáveis, mesmo já tendo demonstrado disposição de pagar até mais por tais produtos. O Grupo SustentaX preparou algumas dicas para a análise da sustentabilidade na hora da compra.

1.      Prefira produtos produzidos em sua região: de forma prática, primeiramente, o consumidor deve-se colocar na posição de São Tomé: ver para crer. Comece pela etiqueta que informa a origem do produto e verifique sua procedência. Prefira os produzidos em sua região. Evite comprar similares fabricados em outros países. Ao comprar produtos de outros países, reduz-se o recolhimento de impostos municipais e estimula-se o desemprego e a falta de serviços e infraestrutura pública.

2.      Confira a composição do produto: verifique se o que está sendo dito na frente do produto realmente consta em sua composição e você poderá ter interessantes surpresas.

3.      O que importa é o conteúdo, não a embalagem: não se deixe levar pela embalagem, se é reciclada ou não. Isso, neste momento de análise, não é importante. O que é importante é saber se o produto é agressivo à sua saúde e à de sua família. Uma prática que está se tornando comum é reduzir embalagens e aumentar o porcentual reciclado para estimular a venda desses produtos como “mais sustentáveis”. Cuidado! Nessa lista existem produtos nada ecologicamente amigáveis e outros agressivos à saúde humana.

4.      Selos Verdes são uma boa indicação: uma maneira de ajudar a identificação de produtos sustentáveis é por meio dos chamados Selos Verdes, como o selo Procel para eletrodomésticos e eletrônicos, o FSC e CERFLOR para madeiras e papéis e o SustentaX para produtos e serviços sustentáveis. Na área de orgânicos existem o IBD e EcoCert, dentre outros. Os selos são uma forma de mostrar ao mercado que passaram por análises rigorosas para a sua obtenção.

5.      Fique atento à “picaretagem verde”: identifique as estratégias usadas para passar por sustentáveis, produtos que não são:

a)      Selos emitidos pelos próprios fabricantes;
b)      Termos genéricos também são muito usados como 100% natural, 100% ecológico, eco, amigo da natureza (eco-friendly) e variações do tipo;
c) Informações sem comprovação imediata ou termos científicos. Como, por exemplo, informar que um produto, como sabão em pó, pode reduzir o consumo de água; ou então um amaciante economizar energia;
d) Informações redundantes, como testes e dados obrigatórios, como detergentes que colocam “testados dermatológicamente” ou azeites com zero de colesterol;
e) Excesso de imagens da natureza: reparem se há muito verde ou imagens de animais;
f) Falar que o produto é “neutralizado” em carbono. Desconfie da simples neutralização que não torna o produto sustentável. A neutralização é válida após a revisão e efetiva redução dos impactos ambientais da cadeia produtiva. É o final e não o começo;
g) Produtos concentrados. Só porque foi retirada a água do produto não o torna “verde”. É importante que ele não faça mal à saúde;
h) “Sem cheiro”. O importante é o fabricante demonstrar que o produto apresenta baixa toxidade, por critério reconhecido.

Quando os produtos não apresentam selos de sustentabilidade, o Grupo SustentaX orienta para o consumidor procurar pelos cinco atributos essenciais de sustentabilidade:
1.      Salubridade: evite produtos com odores (normalmente esses odores decorrem de componentes orgânicos voláteis que podem fazer mal à saúde).
2.      Qualidade: procure por produtos com qualidade comprovada. Nem todas as tintas são iguais, por exemplo. Várias não têm teste de aderência e, a primeira vez que você for fazer uma limpeza, pode sair na esponja.
3.      Responsabilidade social: questione a procedência. Por exemplo, se for comprar uma areia em uma loja de construção pergunte se vem de uma empresa confiável, sem trabalho infantil, escravo…
4.      Responsabilidade ambiental: questione a procedência. Por exemplo, ao comprar objetos de madeira pergunte sobre a legalidade.
5.      Comunicação responsável: Procure por marcas nas quais você identifique ética e genuinidade na comunicação.

O Grupo SustentaX criou, em 2007, o Selo SustentaX de Garantia de Qualidade e Sustentabilidade para identificar ao mercado produtos sustentáveis.
Informe-se, no site http://www.selosustentax.com.br/ há uma lista com produtos que já possuem o Selo SustentaX. Além disso, está disponível para downloads gratuitos o Guia SustentaX de Comunicação Responsável com o Consumidor.
O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária – Conar (www.conar.org.br) também publicou recentemente novas normas para publicidade com apelos de sustentabilidade. Assim, se encontrar anúncios que julgue que estejam utilizando maquiagem verde, denuncie.

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